Disseminar a homofobia: A igreja precisa recusar esse papel

A Semana Maringaense de Combate a Homofobia antecedeu a Parada LGBT programada para o dia 20 de maio. Entre as personalidades convidadas para as conferências estava o leigo católico Arnaldo Adnet que integra o grupo Diversidade Católica do Rio de Janeiro.

Adnet, juntamente com integrantes do movimento GLBT de Maringá, reuniu-se com o Arcebispo da Arquidiocese de Maringá, pastores e leigos evangélicos para relatar a experiência pastoral experimentada no Rio, onde o grupo recebe o amparo espiritual necessário para o enfrentamento diário das dificuldades sofridas por causa da homossexualidade.

“Quando me descobri gay, eu mesmo me julguei e me penalizei com a auto-exclusão da igreja católica. Isso provocou um vazio imensurável em minha vida e quase me destruiu. Foi através desse grupo, assessorado por um pároco católico, que regressei a fé. Hoje me sinto íntegro, feliz e sustentado pelo dom infindo do amor de Jesus e da minha igreja. Tenho prazer em afirmar que sou gay e católico”; conclui Adnet.

Para Adnet, mesmo inadvertidamente, a mídia tem colocado as igrejas e os gays em posições antagônicas. Basta um olhar cuidadoso para verificar a procedência dessa afirmação. Historicamente, igrejas e fiéis foram seduzidos e tornaram-se reféns de objetivos díspares da justiça e da paz. Em nome de Deus e na suposta defesa da fé cristã, muito sangue foi derramado nessa terra. Terra esta, onde, ao final, todos os corpos serão recebidos de igual modo e sem acepções de crença ou de sexo.

Havemos, portanto e enquanto o Espírito Santo nos sopra o fôlego da vida, empenhar todas as forças para ajudar nossas igrejas a olharem para cruz e para a mesa; onde, antes de ascender aos céus, Jesus repartiu o pão e o vinho a todos os seus discípulos.

Experiências como as do grupo da Diversidade Católica, demonstram que há mais amor entre cristãos e gays, do que o ódio que a mídia ou pequenos grupos religiosos querem propagar. Abaixo algumas afirmações dos líderes cristãos:

“Não devemos considerar os homossexuais mais pecadores do que alguns que estão dentro da igreja, que são mentirosos, maldizentes, injustos, como bem classificou o Apóstolo Paulo (I Co 6.9-10). A Igreja tem a tendência de considerar um/a adúltero/a um/a pecador/a mais aceitável do que um homossexual” – (A Igreja e a questão do homossexualismo: uma Orientação Pastoral – Colégio Episcopal da Igreja metodista, 2000)

“É legítima a reivindicação dos homossexuais de viver na sociedade sendo respeitados em suas diferenças, sem discriminações ou perseguições que os oprimam”. – Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, então presidente da CNBB, em depoimento à revista Época (10/1/2005).

“São dignas de admiração a particular solicitude e a boa vontade demonstrada por muitos sacerdotes e religiosos, no atendimento pastoral às pessoas homossexuais; esta Congregação [da Doutrina da Fé] espera que tal solicitude e boa vontade não diminuam”. – Cardeal Joseph Ratzinger, no documento Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral de pessoas homossexuais (Roma, 1986, número13).

“A consciência é a intimidade secreta, o sacrário da pessoa, em que se encontra a sós com Deus e onde lhe ouve intimamente a voz. Na consciência revela-se, de modo admirável, a lei que consiste em amar a Deus e ao próximo. A fidelidade à própria consciência é o laço mais profundo que une todos os seres humanos entre si, inclusive os cristãos, na busca da verdade e de uma solução autêntica para os problemas morais que surgem na vida de cada um e na relação de uns com os outros, na sociedade… Ninguém seja levado a agir contra a consciência nem impedido de agir de acordo com ela”. – Documentos do Concílio Vaticano II (1965): constituição pastoral Gaudim et Spes (número 16) e declaração Dignitatis Humanae (número 2).

É tempo de assumirmos, como cristãos e como igreja a posição de autores principais nas cenas cotidianas de compaixão pelas vidas humanas, ao invés de prestarmo-nos ao papel de coadjuvantes disseminadores da homofobia. Que os Anjos e Santos digam amém!

Fontes: Igreja e a Questão do Homossexualismo – Uma Orientação Pastoral

Sob a perspectiva da Igreja

Supersalários: Movimento ainda acredita em acordo

Felizmente não enterrou-se a democracia. O Movimento $uper$alariosNão! insiste, mais uma vez, junto com as entidades e com a sociedade, em ajudar a construir uma solução que seja razoável para o problema dos elevados subsídios de vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários. Parabéns ao coordenador Edson Leonardo Pilatti pela agilidade e rapidez em conduzir para decisões acertadas e produtivas. Parabéns à tod@s do Movimento $uper$alariosNão!

Para ver a reportagem, clique aqui.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em Maringá

“Promovido mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.” (Do site aqui). Em Maringá a SOUC é coordenada pelo Movimento Ecumênico de Maringá – MECUM, presidido pela teóloga católica Solange Depieri (solangedepieri@wnet.com.br) e a programação consta no convite abaixo. Sob o tema “Todos sereis transformados pela vitória de Jesus Cristo, nosso Senhor” (cf 1 Cor 15, 51-58), a SOUC de 2012 é um convite para a busca da unidade fraterna entre os cristão, como um exemplo deixado pelo mestre Jesus Cristo. Faça sua parte. Divulgue e Participe!

Super salários e a manipulação da ingenuidade do povo

É importante que não se esqueça do contexto que antecedeu o aumento dos subsídios dos nobres vereadores de Maringá. Havia um movimento que desejava a recomposição do número das cadeiras do legislativo para 23, acompanhado a regra aplicada para cidades de até 350.000 habitantes. O mesmo movimento era a favor da redução do orçamento da câmara de 5% para 3%, garantindo assim, que não houvesse gastos exorbitantes. Ora, como adquirir a maioria para aprovar seus interesses com 23 vereadores é mais difícil do que com 15, vossa majestade tratou logo de mover céus, terra e a imprensa, para colocar o povo contra a recomposição. Ao fim e ao cabo, os 11 vereadores súditos do rei, como sempre, votaram como foi ordenado.

É importante ainda recobrar a memória e visualizar a câmara cheia de camisetas pretas, pedindo para a manutenção das 15 cadeiras, pois Maringá precisava mesmo era de mais saúde, educação, segurança, etc… ou invés de gastar com vereadores. Ao final, deu no que sabíamos, 15 cadeiras (menor representatividade do povo X maior controle do prefeito) e o dobro dos subsídios. Ou seja, não havia absolutamente interesse em conter despesas e por isso mesmo, o “movimento dos camisetas pretas” não tem comparecido para manifestar-se contra os super salários, deixando nítido que só queriam manipular a ingenuidade do povo e ajudar vossa majestade. E conseguiu. Veja matéria aqui.

Infelizmente, faltou, como tem faltado nos demais assuntos relevantes, a presença mais efetiva dos partidos políticos. Emblematicamente, a maioria dos partidos só aparece na hora de pedir voto. O que isso quer dizer?

Pode ser que o movimento, de “meia dúzia de gatos pingados”, como rotulou o vereador Heine Macieira (PP), não consiga reduzir os super salários dos vereadores, prefeito, secretários, diretores, etc… Mas certamente, cada ação do movimento $uper$alário$ Não! faz o povo perceber o quanto foi manipulado e abusado na ingenuidade honesta de acreditar que quanto menor o numero de vereadores mais irá sobrar para saúde, educação, segurança…

Há pré-candidatos brigando para baixar os próprios salários? Ora, preste atenção em quem são, anote seus nomes. Pena que são poucos. O que isso quer dizer?

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Com fotos da intenet

O Rei Sílvio II não respeitou nem a ALEP

Entre a população crítica ao governo do atual Prefeito de Maringá, está consolidado que ele comporta-se como um rei soberano e autoritário que não tolera ser contrariado. Até entre seus simpatizantes há relatos sobre a dificuldade que possui em ouvir algo que não seja o eco de sua própria voz. Prova pública disso tem sido os constantes arroubos de arrogância no trato da sua Usina de Incineração. A população, as igrejas (só falta o Papa) se manifestaram contrário ao investimento de 350 milhões para queimar os resíduos sólidos da cidade; algo que vai na contramão das políticas públicas mundiais.

Outra prova da síndrome de rei foi demonstrada durante a visita da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná. Apesar da gentileza da Comissão em transferir a data da Audiência Pública, a pedido do soberano que estaria em Portugal, o que se observou foi um grande constrangimento por parte do Deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB) que coordenou os trabalhos juntamente com a deputada Luciana Rafagnim (PT). Depois de chegar quase uma hora atrasado e gastar 30 minutos defendendo sua Usina, o rei se ausentou e não ouviu os debatedores. Voltou já no finalzinho e foi preciso que Cheida pedisse que ele retomasse lugar à mesa para responder as perguntas da plenária. Só ficou o tempo de responder as perguntas formuladas pelos CCs e se retirou definitivamente sem, ao menos, despedir-se dos ilustres visitantes.

Acostumado com a reverência de seus 11 súditos do legislativo local, o rei Sílvio Barros II deixou visível que nem os Deputados da Assembléia Legislativa Estadual merecem seu respeito, que dirá os caipiras maringaenses.

Sim, ele deve achar o povo daqui um bando de caipiras que não sabe o que acontece no mundo; provido de tamanha ignorância ao ponto de acreditar que a usina de Portugal purifica o ar, como ele mesmo disse com todas as letras diante da ALEP. Confira o vídeo (adiante para 15:51) Clique aqui

Para os Deputados da ALEP certamente ficou registrado que na terceira maior cidade do Estado, existe o jeito certo de fazer política e o jeito Barros de fazer política.

Mas uma coisa é certa, os caipiras de Maringá aguardam ansiosos pelo dia 5 de outubro…

Nota do GDI – Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá sobre o Projeto de Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos

O GDI – Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá, tendo conhecimento da intenção da municipalidade em instalar uma Usina de Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos, procurou informar-se sobre os danos à saúde das pessoas, à saúde do meio ambiente e o prejuízo social causado aos nossos irmãos fraternos que tiram da reciclagem o sustento para vida, além dos elevados custos econômicos relacionados à implantação de um empreendimento dessa natureza, vem a público emitir a seguinte NOTA:

1- Referendamos e seguimos o posicionamento contrário a incineração da Arquidiocese de Maringá emitido em 15 de março de 2012, e reafirmado em 22 de março de 2012.

2 – Seguimos a Orientação do Observatório das Metrópoles, entidade ligada a Universidade de Maringá, que atua em 15 regiões brasileiras implementando políticas setoriais urbanas fundamentadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. No dia 22 de Março de 2012, o Observatório das Metrópoles da UEM emitiu nota pública de apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá.

3 – Apoiamo-nos igualmente no teor da Recomendação Administrativa Conjunta Nº01/2012 do Ministério Público do Estado do Paraná, do Ministério Público Federal – Procuradoria da República no Município de Maringá e Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Do Trabalho No Município de Maringá para que IAP – Instituto Ambiental do Paraná “se abstenha de licenciar empreendimento ou unidade de incineração e/ou de valorização/recuperação energética de resíduos sólidos urbanos oriundos da coleta domiciliar convencional no âmbito do Município de Maringá ou região, no intuito de cumprir sua missão de ‘proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental, buscando melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável com a participação da sociedade’” (Missão e Atribuições do Instituto Ambiental do Paraná – http://www.iap.pr.gov.br.) Essa recomendação tornou-se pública no dia 22 de março de 2012.

4 – Na condição de líderes espirituais das principais tradições religiosas presentes em Maringá, desafiaremos os integrantes de nossas comunidades a exercerem a cidadania plena e autônoma, orientando-os a que busquem o maior número de informações possíveis sobre esse tema.

5 – Nomearemos observadores para acompanhar as discussões e ações do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania, Maringá, Sarandi e Paiçandu.

Por compreendermos que não haverá paz no mundo sem que as religiões exerçam além de funções espirituais, também suas obrigações sociais, isto é, fé com responsabilidade social, é que como membros do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá subscrevêmo-nos:

BAHÁ’Í: Dra. Mahasti Sahihi de Macedo
BUDISTA: Monge Eduardo Ryoho Sasaki
CANDOMBLÉ: Sra. Maria de Lourdes Nascimento [Yalorixá Sandiá]
CATÓLICO: Dom Anuar Battisti
EVANGÉLICO: Rev. Dr. Robert Stephen Newnum
MUÇULMANO: Sheikh Abdelbagi Osman
UMBANDISTA: Sra. Marilza Martins de Paiva

Maringá, 12 de Abril, de 2012

Anãozinho foi adotado

Estamos, eu e Steve, com aquela sensação gostosa de dever cumprido. O anãozinho perdido que achamos tentando atravessar a faixa de pedestre da Av. Cerro Azul foi adotado por uma criança, João Vitor Franzoi e sua família. Além de ganhar uma casa ele vai receber um banho de loja, quer dizer de tinta e depois a família promete que o levará para conhecer os pontos turísticos de Maringá, de onde ele enviará fotos para os internautas da cidade. Eles querem reviver a história de Murphy, o anãozinho que viajou o mundo tirando fotos de lugares turísticos. Assista a história dele aqui: Anão de Jardim Viajante

A família está pedindo sugestões de nomes para o anãozinho que podem ser enviadas ao Blog do Rigon. Sugerimos que ele adote o nome de Sleepy já que ele é um dorminhoco. Desejamos muitas felicidades à nova família dele. Que a atitude do João Vitor sirva para estimular novos olhares para as situações imperceptíveis em nossos dias e em nossa cidade. “Viver e não ter a vergonha de ser feliz…”

Muita luz sobre essa família e sobre o Rigon que ajuda a promover essas coisas mágicas. Maria + Steve Newnum

Noticia da adoção no Rigon: Anãozinho Adotado

Amor e Humor

Um pouquinho do humor faz bem para a alma e o coração. Em nossas caminhadas encontramos esse anãozinho dorminhoco perdido. Segundo testemunhas, desde sábado ele está aguardando passagem na Av. Cerro Azul em frente da Floricultura Viverde. Eu e Steve estamos desconfiados que ele seja sonâmbulo… Certamente seus donos estão a sua procura, façamos a nossa parte divulgando e ajudando-o a encontrar o caminho para casa, ou não! Vai que ele esteja fazendo um tur pela cidade? Maringá tem dessas coisas deliciosas. Ajude a preservá-las. Em outubro não jogue lixo nas urnas.

As Igrejas Evangélicas e a Incineração do Lixo em Maringá

Cada voluntário no Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania, Maringá, Sarandi e Paiçandu tem empenhado tempo e energia para levar informações às suas comunidades de fé e sensibilizar os líderes a tomarem posição contra a incineração. Os voluntários da Igreja Católica Romana foram os primeiros a conseguirem apoio de suas lideranças e a saírem na frente na coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular contra a queima de lixo no município.

A partir daí, surgiram os questionamentos sobre o posicionamento das igrejas evangélicas sobre esse tema que versa, especialmente, sobre a Oikós (casa) das atuais e futuras gerações de Maringá e as cidades em seu entorno. Segue um pequeno histórico dos contatos feitos.

No dia 11 de Março o pastor Robson Brito, presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Maringá, recebeu de integrantes do Fórum Intermunicipal do Lixo: Maringá, Sarandi e Paiçandu, informes e uma cópia do projeto de Lei Popular que prevê a “proibição de tecnologias de incineração no processo de destinação final dos resíduos sólidos urbanos oriundos da coleta seletiva”. Na ocasião, o Pastor Robson salientou que a Bíblia aponta para responsabilidade dos cristãos com o meio ambiente e comprometeu-se a levar o assunto para ser discutido no Conselho da IAD.

No dia 17 de março a Reverenda Betina Schlittler Cavalin da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, solicitou 100 jornais Informativos do Fórum e folhas de Assinatura do Projeto de Lei popular. Segundo a pastora, é importante que a comunidade tome conhecimento das discussões polêmicas entorno do projeto da Incineração e depois decida que caminho tomar. “O que não parece salutar é que, como cristãos comprometidos com a vida, nos mantermos alheios ao assunto”, completou a reverenda Betina Schlittler Cavalin.

Durante a celebração que teve como tema a preparação para o Dia Mundial da Água que foi dia 22 de Março, o presidente da Igreja Anglicana, Sr. Claudinei Mendes, e o Reverendo Luiz Sirtoli assumiram o compromisso com a coleta de assinaturas para o projeto de Lei de Iniciativa Popular. Para o pastor Luiz, é papel de todo cristão cuidar do meio ambiente e assumir a postura profética (denunciante) quando necessário.

No dia 30 de março o contato foi feito com o pastor Eliel Cordeiro Silvestre, titular da Igreja Metodista Central de Maringá, que salientou que o assunto já esta avançado na comunidade pelas ações de membros oriundos na Universidade Estadual de Maringá, faltando apenas uma reunião com a Coordenação Local de Ação Missionária para definir um posicionamento público da comunidade.

Na reta final da coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular contra a incineração, a sociedade maringaense volta os olhos para as igrejas evangélicas, esperando pelo testemunho daquele Jesus que já não está na Cruz, mas, ressurreto, vivifica os que crêem e os impulsionam a serem sal e luz do (e no) mundo.

Esperemos, com fé, nos crentes.

Haverá enfim democracia na casa do povo?

Presidida pelo Vereador Humberto Henrique (PT), a Comissão Especial de Estudos do Regimento Interno conseguiu aprovar em terceira votação (03/04) as novas regras do Regimento Interno da Câmara Municipal de Maringá. Para quem não freqüenta as sessões, as novidades podem parecer triviais, mas, na verdade, elas representam avanços significativos para estabelecer o mínimo de democracia ante ao rigor imposto às manifestações de populares na Casa de Lei. Rigor esse, diga-se de passagem, não perceptível entre certos edis acostumados a se ausentarem antes do término das sessões, a faltas injustificadas e otras cositas mas… Por isso a aprovação regimentar da elaboração de Código de Ética e de Decoro Parlamentar, chega em boa hora. Outro avanço importante será a obrigatoriedade de prévio parecer jurídico dos projetos de leis antes que sejam levados à votação. Em tese isso impedirá que se vote sem a devida avaliação das implicações que cada projeto acarreta. A proibição de sessões secretas (ora vejam) também foi contemplada no novo Regimento. Mas a cereja do bolo está na abertura para que o povo use a tribuna para defender assuntos de interesse público. Tenhamos fé, agora a coisa vai… Parabéns aos Vereadores Marly Martins e Humberto Henrique, integrantes da comissão e que há tempos são ávidos defensores da criação do Novo regimento.

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Fonte para esse artigo: Regimento interno é aprovado em segunda votação

Abertura do ano letivo do Instituto Latino- Americano de Estudos Islâmicos

Academia Islâmica

Instalado na sede da Sociedade Beneficente Muçulmana de Maringá, o Instituto Latino-Americano – ILAEI – objetiva a difusão das ciências islâmicas, disponibilizando aos interessados dois sistemas de ensino: presencial e à distância.

No período de 17 à 22 de Fevereiro de 2012 aconteceu a abertura do Ano Letivo e o 4º Encontro de alunos do ILAEI. Além de Sheiks professores, doutores e mestres do Islamismo atual, a solenidade contou com autoridades Islâmicas vindas do Kuwait e Sudão que proferiram palestras sobre o tema: A Lei Islâmica – Flexibilidade e Abrangência.

Os visitantes estrangeiros ficaram impressionados com a existência do GDI – Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá, onde oito das principais religiões da cidade interagem em harmonia e respeito mútuo. “Eu fiquei encantando com o sorriso dos maringaenses e do GDI. O sorriso do ser humano para outro é um caridade e o profeta nos desafia a entender e respeitar nosso semelhante”, disse o Sheik do Kuwait.

O conselheiro da embaixada do Sudão no Brasil, disse que além das lindas árvores de Maringá ficou encantado em saber como a comunidade muçulmana é acolhida e respeitada em Maringá e no GDI. “A tolerância e a liberdade que nossos irmãos possuem para expressarem a fé, infelizmente ainda é algo raro em outros países. Aqui vejo isso tão real e é emocionante”.

O Coordenador do GDI, Dr. Irivaldo Joaquim de Souza, leu uma carta de acolhida do arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, que estava em Roma, expressando o contentamento pela visita dos Sheiks e desejando um rico período letivo aos alunos e alunas do ILAEI.

Para saber mais – Instituto Latino-Americano de Estudos Islâmicos

A guerra santa começou?

Circula nas redes sociais e blogs da cidade que o prefeito de Maringá, de tão furioso ao saber do apoio da Arquidiocese ao Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania: Maringá, Sarandi e Paiçandu, chegou a dizer que travaria uma guerra santa contra a Igreja Católica.

Fiéis denunciaram no blog do Rigon que algumas missas foram gravadas depois que os padres passaram a informar sobre os danos da incineração e solicitar que cada fiel assumisse o compromisso de assinar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, proposto pelo Fórum Lixo e Cidadania, que visa impedir a queima de resíduos sólidos urbanos no município.

“A gente fala, a gente faz”, já dizia o prefeito em campanha. E parece que faz mesmo. Há indícios que na sessão dessa quinta-feira (22/03), os vereadores receberão mais um “daqueles” pedidos de votação em “regime de urgência” de um projeto rabiscado às pressas, que terá por objetivo dar uma rasteira dos padres e, por conseguinte, nos 8 mil cidadãos que já assinaram o Projeto de Iniciativa Popular. Ou seja, “a guerra santa” parece ter começado.

É importante que a população saiba que a prerrogativa do Regime de Urgência é um mecanismo que somente deve ser utilizado para atender catástrofes e outras urgências urgentíssimas, quando a população necessita de ações imediatas. Não é o caso da próxima sessão, como não o foram os demais pedidos de urgência proposto pelo executivo; entre eles o das casas geminadas.

Há perguntas que não querem calar: Diante dos 350 milhões necessários apenas para instalar a Usina de Incineração, porque não foi gasto nenhum centavo para educação ambiental ou para melhorar a coleta seletiva. Depois de 8 anos empurrando o lixo com a barriga, o que justifica tanta pressa agora em fim de mandato do Prefeito? Por que fazer as coisas na surdina, em regime de urgência, sem tempo para que os vereadores estudem o projeto? Por que a tentativa de dar rasteira em 8 mil assinaturas já coletadas e contrárias a incineração? Se o Prefeito Silvio Barros acho a Incineração tão boa por que tem medo do enfrentamento popular?

Nessa quinta-feira, especula-se que o projeto que será, obviamente, aprovado pelos 11 vereadores do prefeito (como ele gosta de dizer), visará criar algum mecanismo que inviabilize todos os esforços dos padres e deixar evidente quem manda por aqui.

Uma coisa bela nisso tudo é que num tempo de tanta omissão das religiões frente aos pecados cometidos pelo mau uso da política, chega ser um alento ver que existem profetas e profetizas anunciadores da esperança.

Deus Recicla, o diabo incinera!

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Fontes para esse artigo:

http://angelorigon.com.br/2012/03/20/fratelli-querem-blindar-o-incinerador/

http://angelorigon.com.br/2012/03/15/gravando-missas/

http://www.youtube.com/watch?v=MmQK3583Ac8&feature=share

http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/554592/projeto-contra-incineracao-de-lixo-ja-recolher-8-mil-assinaturas/

http://angelorigon.com.br/2012/03/18/gato-escaldado-tem-medo-de-incinerador/

Ataque por terra e ar…

Nesses últimos tempos pode-se afirmar que Maringá é uma ilha cercada de perigos por todos os lados. Engana-se, porém, quem pensa que o perigo está apenas no ar com a instalação da Usina de Incineração de Lixo e suas partículas cancerígenas que flutuará ao gosto do vento e das sandices dos gananciosos por dinheiro.

O ataque a integridade física dos maringaenses registra-se também por terra: primeiramente com as obras do rebaixamento da linha férrea onde a imprensa registrou reclamações sobre rachaduras em casas e estabelecimentos comerciais e ainda estilhaços de pedras lançadas a quilômetros de distancia pelas dinamites usadas pela empresa “ganhadora” da licitação.

Um segundo ataque à integridade física dos cidadãos relaciona-se às obras superfaturadas dos contornos Norte e Sul onde, numa rápida busca na internet, constata-se os números absurdos de acidentes com lesões graves e mortes. O tempo, o mau acabamento e o infindável número de aditivos (recursos públicos extras) exigidos para concluir essas obras demonstram o quanto os maringaenses são reféns da desumana ingerência pública.

Enquanto isso, o caos se instala na Avenida Morangueira… Mas não é só isso…

Terceiro: a administração municipal resolveu escavar o solo da cidade. Arrancar a Praça Raposo Tavares e enfiar embaixo um estacionamento. Quanto isso vai custar? O solo permite essa agressão? E as árvores? Nada se sabe?

E mais cogitou-se nas megalomaníacas idéias do Executivo pelo menos uma ciclovia central? Claro que não. Esse tipo de investimento é barato, não despertaria o interesse de nenhuma empreiteira.

O quarto, e não menos importante ataque, vem por terra e ar: É o da “revitalização” da Avenida Brasil. Vejam que compreensão tosca o executivo possui do termo revitalizar: arrancar as espinhas de peixe da Brasil que representam mais ou menos 350 vagas de estacionamento e colocar mais duas faixas de tráfego. Ou seja, incentiva-se o aumento do tráfego no centro, ao mesmo tempo em que se reduzem as vagas de estacionamento. Sábias decisões…

Mas há uma pergunta no ar… Há outro perigo no ar: O que acontecerá com as lindas árvores da Avenida Brasil?

Não! Você não está pensando que!? …
Não! Não!
Pare! Um pensamento desses já soa a perseguição “política”. Stop.
Além do que seria caso de polícia, MP, manicômio, etc, etc….

Ouça a reportagem: CBN: As espinhas de peixes serão retiradas

Vamos colocar as casas em ordem?

Câmara

“Houve um tempo em que minha janela
se abria sobre uma cidade
que parecia ser feita de giz” – Cecília Meireles

Quando os munícipes vão à câmara para acompanhar a ordem do dia e se manifestam com palmas ou com palavras é comum serem, severamente, advertidos pelo presidente da casa, Mario Hossokawa, que diz que Regimento Interno proíbe qualquer tipo de reação vindo da plenária.

Ou seja, o povo tem que ficar caladinho, mesmo quando são afrontados por alguns nobres que os representam, como o fez Vereador Heine Macieira em sessão ordinária (não a especial) do dia 2 de fevereiro, chamando os manifestantes contrários aos $upersalário$ de meia dúzia de gatos pingados. Veja sessão gravada e adiante o vídeo para o horário 1:21:47. É interessante avançar depois para 1:26:01 e assistir a fala dos Vereadores Humberto Henrique e Manoel Sobrinho defendendo a liberdade de expressão do povo, ao mesmo tempo que o Presidente Mario Hossokawa reafirma a vontade em manter o povo calado; colocando-se contrário a reforma do Regimento Interno, pretendida por Henrique.

Ainda na mesma sessão é interessante ouvir até 1:38:40 onde há uma fala bastante relevante do Vereador Mario Verri e da Vereadora Marli Martins que fizeram uma análise de como a Câmara tem sido feita escudo de proteção do executivo e como a participação popular é fundamental para averiguar mais de perto o que se passa na casa de Leis de Maringá.

Já no dia 7 de fevereiro, os manifestantes contrários a Usina de Incineração de Lixo em Maringá foram chamados de cavalos que empinam a carroça e que não podem ser domados nem com laço e nem com chicote. Isso mesmo! A cena parecia coisa de filme do passado, mostrando um coronel com um chicote imaginário enriste, pronto para domar os espíritos selvagens. Quem quer ver para crer, busque no site sessão gravada e adiante o vídeo para o horário de 1:36:29.

Fica implícito que esses munícipes não passam de animais selvagens e débeis, segundo o entendimento do nobre vereador Dr. Sabóia. Isso porque ousaram e ousam questionar o supra supremo poder do executivo dessa cidade. Executivo esse, o qual, diga-se de passagem, elegeram para garantir-lhes o bem estar. Executivo esse, o qual, diga-se de passagem, deveria ser vigiado pelos nobres vereadores (Dr. Heine Macieira, Zebrão, Bravim, Flavio Vicente, Dr. Paulo Soni, João Alves, Luiz do Postinho, Márcia Socreppa, Wellington Andrade e Mário Hossokawa) e não o contrário.

Para finalizar, assista o momento em que Macieira vibra com a aprovação da PPP – Parceria Público Privada, para contratar a empresa Foxx Soluções Ambientais (Sim! Já se sabe quem vai ganhar a licitação), numa transação que envolverá inicialmente R$ 330 milhões, somente este ano. Incrivelmente, ele não foi repreendido pelo presidente da casa. Assista aqui: Heine Macieira aplaudindo a decisão

A nítida subserviência desses 11 vereadores ao executivo e o evidente controle do executivo sob o Legislativo, em especial através dos projetos enviados em regime de urgência ou urgência especial, há muito tempo contraria a Lei. O notório não comprimento das regulamentações que estabelecem as funções do poder Legislativo fornece margem suficiente para uma intervenção judicial na Câmara.

O fato desses 11 vereadores não fiscalizarem a Prefeitura e ainda impedirem que os outros 4 (Humberto Henrique, Marli Martins, Dr. Manoel, Mario Verri) o façam, explica os últimos escândalos no Paço Municipal.

Portanto, partindo do princípio da soberania do povo, garantido na Constituição, compete às Igrejas, OAB, Observatórios, demais organismos sociais e Ministério Público, as providências para uma intervenção a qualquer tempo.

Seja um munícipe mais atuante. Coloque em ordem suas mais importantes casas, antes que seja tarde.

Assista às sessões gravadas: Sessões da Câmara Municipal

Queimar é fácil demais, recicle se for capaz

Há 3 anos assumimos o compromisso de dar um destino sustentável para as garrafas pets cujo líquido fosse consumido em nossa residência. Nesse período nenhuma garrafa foi descartada nem mesmo para coleta seletiva feita que antigamente era feita em nosso condomínio.

O resultado foi um bonito e confortável sofá de 3 lugares (com 288 garrafas) que serve também de cama; e mais 5 puffs (32 garrafas cada). Nossos amigos ficaram encantados e alguns também passaram a inventar moda com suas pets e, além disso, o consumo de refrigerante aqui em casa caiu drasticamente pois sabemos que cada garrafa comprada teremos que lavar, tirar o selo, fazer os cortes e encaixes necessários e finalmente amarrá-las com fita adesiva. Ou seja, cuidar do próprio lixo, dá um trabalho daqueles, exige criatividade e acima de tudo uma dose extra de consciência ambiental.

Deve ser por isso que o Prefeito de Maringá tem movido céus e terra, para instalar uma Usina Incineradora em Maringá. Ser Prefeito amigo do meio ambiente, não é para qualquer um.

Queimar é fácil demais Prefeito, recicle se for capaz.

Veja aqui fotos de telhado de pet:
     Telhado a base de PET
     Telhas PET Brasil

Assista aqui exemplo de uma Prefeitura amiga do meio ambiente:
     Compostagem em Bituruna

Maringá, a gente vê piorar

No dia 30 de Janeiro de 2012, membros de entidades e representantes de diversos setores da sociedade compareceram à convocação da Prefeitura para uma suposta audiência pública destinada à obedecer aos tramites legais exigidos por Lei para a aprovação do Plano de Saneamento Básico do Município que trata, inclusive, da renovação do contrato com a Sanepar e do plano municipal de gerenciamento de resíduos sólidos.

A audiência foi de fachada

O próprio secretário de Saneamento Básico e de Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski, em sua maneira ditatorial de conduzir a reunião, cerceando a voz dos participantes, deixou evidente que não havia intenção em consultar, verdadeiramente, a população, como reza uma audiência pública, mas sim, usar o comparecimento das pessoas para referendar e legalizar uma imoralidade que é a implantação de uma gigantesca usina de incineração na cidade.

Foi uma audiência pública de fachada, desprovida das letras da Lei que regem esse importante instrumento democrático e de direito do povo. Aliás, a primeira tentativa de realizá-la foi suspensa pela justiça em novembro de 2011, pelos mesmos problemas apresentados no dia 30 de Janeiro. Na época, em entrevista, o promotor do ministério público, José Lafaiete Barbosa Tourinho, justificou o pedido de suspensão: “A audiência pública não pode se tornar um espaço onde só a administração municipal faz a exposição e o restante da população participa como meros expectadores. Da forma proposta, tiraria o conteúdo democrático e a idéia de debate”. (1)

No fim das contas, apesar dos esforços do Ministério Público, é assim que os munícipes foram tratados: Como meros expectadores, “imbecis e palhaços”, como bem disseram vários manifestantes durante a suposta audiência que teve momentos de fortes confrontos com o secretário, que além de recusar-se a ouvir qualquer argumento contrário ao seu, ainda, por vezes, disse não saber responder a certos questionamentos feitos pelos participantes. Para quem não sabe, o secretário é formado em psicologia.

Outro indício de que a audiência foi apenas para “inglês ver” foi o dia e o horário escolhido: segunda-feira, às oito horas da manhã, impedindo a participação dos estudantes e trabalhadores, contemplando apenas os cargos de confiança do Prefeito.

Assim sendo, a audiência pública não se sustenta; não pode ser considerada como tal, e por isso, o Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania: Maringá, Sarandi e Paiçandu, encaminhou um documento solicitando sua anulação.

Prefeitura luta contra as cooperativas

O próprio secretário Leopoldo Fiewski reafirmou em alto e bom som, o que os integrantes do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania: Maringá, Sarandi e Paiçandu, já sabiam: Com mais de 350.000 habitantes, Maringá possui hoje, três (3) caminhões destinados exclusivamente à coleta seletiva e são os próprios cooperados (mulheres inclusive) que correm o dia inteiro atrás dos caminhões. Quando o correto seria receberem os materiais nos galpões, e trabalharem com o mínimo de dignidade.

Outro dado que o secretário revelou, sem o menor pudor, é que não há nenhum suporte técnico, administrativo ou financeiro aos cooperados, razão que explica que das seis (6) cooperativas existentes na cidade apenas uma, segundo ele, está com a documentação em dia. Isso, para o secretário, impede que elas sejam contratadas pela prefeitura. Ou seja, o secretário não entende que deveria ser papel da sua secretaria amparar essas cooperativas, fornecendo todo o suporte necessário e valorizando não apenas a contribuição ambiental feito por elas, mas também o fator social quando na geração de emprego e renda. Veja o exemplo da Prefeitura de Marialva aqui – http://g1.globo.com/videos/parana/paranatv-1edicao/t/maringa/v/meio-ambiente-marialva-da-exemplo-de-coleta-seletiva/1794995/

Outra revelação que o secretário fez, sem ao menos corar a face, é que nenhum centavo da prefeitura é investido em educação ambiental. Para uma prefeitura que gasta 14 mil reais diários com propaganda, essa informação causou comoção e espanto entre os presentes.

Em entrevista concedida a uma TV local, o secretário reafirmou descaso da prefeitura com as cooperativas e revelou, nas entrelinhas, as reais intenções do poder executivo. Veja reportagem aqui http://g1.globo.com/videos/parana/paranatv-1edicao/t/maringa/v/so-um-em-cada-tres-bairros-de-maringa-tem-coleta-seletiva/1793325/

Será que não bastou a experiência com a Biopuster? Aliás, que fim levou a Biopuster e o dinheiro público investido no projeto tão sonhado pelo executivo?: Veja vídeo que mostra o que restou da Biopuster aqui: http://www.youtube.com/watch?v=AyRH1LWvo7g

Por tudo isso, dever-se- ia mudar o slogan das propagandas da prefeitura para: “Maringá, a gente vê piorar”.

Herança maldita

Países como França e Alemanha procuram novas formas de reutilizar suas antigas usinas incineradoras, transformando-as em espaço de lazer e cultura. Veja exemplo do que está em andamento na Alemanha nesse link http://www.spiegel.de/fotostrecke/fotostrecke-68801.html

O uso de usinas incineradoras contraria as indicações ambientais dos países do primeiro mundo, inclusive a França, de onde, ao que consta, os gestores públicos de Maringá foram buscar essa tecnologia suja, ultrapassada e da qual hoje, muitos gerentes públicos do passado, sentem vergonha de a terem implantado. Envergonham-se não somente pelos danos ambientais, mas também pelos danos causados a saúde humana e animal, com vários tipos de câncer comprovados por estudos e pesquisas feitas nos entornos dessas usinas.

É essa a herança que você quer deixar para seus filhos e netos?

É essa herança que queremos para nossa velhice?

Como se vê, o meio ambiente em Maringá está mudando, está mudando para pior.

Leia, informe-se, acompanhe a política da sua cidade. Não deixe que o seu destino seja escolhido pelos outros.

Assine abaixo o assinado contra incineração aqui
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N14762

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(1) http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/510045/audiencia-publica-e-suspensa-pela-justica/

Arte na praia…

Quem for a São Francisco do Sul, uma das cidades mais antigas do Brasil, poderá apreciar essa manifestação artística que revela, de um lado, o poder destruidor do consumismo e, de outro, o poder de transformar o lixo em instrumento de reflexão e arte.

O artista local, Paulinho Anselmo, preocupado com a preservação da linda São Francisco, alerta para a necessidade de pensar-se o destino que se dará aos objetos antes e depois de adquirir-los.

Recicle o seu lixo
Renove sua mente.

O povo tem memória curta?

Não faltarão elementos para avivar a memória do povo maringaense nas próximas eleições.

2011 chega ao fim deixando cenas políticas indeléveis na lembrança do povo. Merecem destaques as cenas em que a população, por diversas vezes, agiu como protagonista de sua história, participando dos fóruns de discussões, organizando-se nas igrejas, sindicatos, associações e redes sociais. Uma prova disso foi um abaixo assinado online pedindo que o Prefeito vetasse o projeto da câmara (que concedeu aumento de salários ao Legislativo e ao Executivo) que, nos três primeiros dias, recebeu uma média de mil assinaturas por dia.

Mesmo não conseguindo sensibilizar o Prefeito, o movimento contra os super salários continua ativo e mobilizando a ida das pessoas à câmara para acompanhar de perto o que estão fazendo seus representantes. Para a professora Ana Lúcia Rodrigues, do Observatório das Metrópoles – UEM, “esse movimento pode ser efetivo e resultar em uma grande vitória se resgatar e pôr em discussão o projeto de lei que diminui o repasse de recursos para o Legislativo de 5% para 3,5%, retirado de pauta pelo presidente Hossokawa no dia da votação pelo aumento do número de vereadores. É hora da ‘sociedade civil organizada’ (OAB, Acim, SER) provar que estava e está realmente interessada na diminuição de gastos e não apenas na diminuição de representantes da população no Legislativo.”

Sem sombra de dúvidas, a política maringaense vem se fortalecendo nos últimos anos. O povo deixa evidente que não está “tão alienado” como pensam os articuladores do poder político local. O resultado das eleições de 2008 já deram sinais disso, quando 7 vereadores que buscavam a reeleição não receberam a luz verde das urnas. Foram eles: Chico Caiana, Odair Fogueteiro, Valter Viana, Umberto Crispim de Araújo, Maurílio Alves dos Santos, Altamiro Antônio dos Santos e Edith Dias de Carvalho.

O povo vai aprendendo.

E se a memória falhar? É só pesquisar na internet.

É ilegal, é imoral e engorda

Para quem é apaixonado pela arte da política, é doloroso acompanhar os rumos mundiais, nacionais e locais marcados pela estupidez, ganância e desumanidade dos que detêm o sagrado poder de promover o bem, o bom e o belo para a pólis e não o fazem.

Platão dizia que “os males não cessarão para os humanos antes que a raça dos puros e autênticos filósofos chegue ao poder, ou antes, que os chefes das cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente.” (Carta Sétima, 326b).

Por séculos essa defesa platônica gerou controvérsias pelo elitismo intelectual que ela carrega. Mas num país onde personagens como o palhaço Tiririca chegam as altas cúpulas das decisões públicas, não seria tempo de retornarmos aos conceitos de Platão? Em meio à desesperança a gente se põe a filosofar…

Enquanto isso, aqui em Maringá assististe-se a hipocrisia do líder do prefeito, vereador Heine Macieira (1), que utiliza a mesma Lei (Emenda 58/2009. art. 29 inciso 6º) rejeitada quando discutia-se maior representatividade na Câmara, para aumentar o próprio salário. Ora, se antes os argumentos eram ilegais ao rejeitar o indicativo da Lei, agora é imoral por aceitá-la.

Se não observou-se o mando da Lei, que reza que pelo número de habitantes a cidade deve ter 23 cadeiras, como é possível requerer a proporcionalidade de habitantes para aumentar em 90,49% os salários de vereadores, secretários e prefeito? É o mesmo que chamar os munícipes de paquidermes acéfalos. Pior será se, ao final, decidirem voltar atrás e “reduzirem” de R$12.025,00 para R$ 9.000.00, com o discurso nefasto que ouviram a voz do povo.

Mas as coisas não param por ai. O desejo frenético de implantar a usina incineradora de resíduos sólidos na cidade (tecnologia só aceita em países subdesenvolvidos) continuará a revelar que, por aqui, o jeitão de conduzir os assuntos da pólis na calada da noite é imoral, é ilegal e engorda o bolso de muita gente.

Que a maioria da população continue odiando a política é o desejo dos céus para os deuses de pés de barro. Eis a solução: Apaixonar-se perdidamente pela política, defender os instrumentos democráticos constituídos e fortalecer as câmaras municipais em todo o país.

É preciso estudar filosofia, a Constituição Federal e até os livros sagrados para buscar inspiração e não desistir de acreditar na força que nasce do povo.

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(1) Conforme entrevista de Heine Macieira a CBN. Ouça aqui http://cbnmaringa.tempsite.ws/page/noticias_detalhe.asp?cod=208649

Insistentes perseguidores da Paz

No dia 10 de Novembro o GDI, Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá, se reunirá para avaliar e comemorar o sucesso da 8ª Noite de Oração pela Paz que aconteceu no dia 21 de setembro de 2011 e contou com a participação de aproximadamente 500 perseguidores/as da paz.

A 8ª Noite de Oração pela Paz foi abrilhantada por crianças e jovens que, através de encenações artísticas, entraram em consonância com os seguintes temas de oração de cada líder religioso: paz interior, paz na família, paz na escola, paz no trabalho, paz entre as religiões, paz no trânsito, paz e meio ambiente e paz Mundial. O Coral da Arquidiocese de Maringá, o Grupo de Dança do Colégio Estadual João de Faria Pioli e o Balé do Colégio Regina Mundi iluminaram a noite e também deixaram a mensagem aos líderes religiosos: É preciso investir nas novas gerações para garantir um futuro de paz.

Três momentos marcaram a noite: 1) O compromisso dos presentes em não praticar atos violentos; 2) A carta enviada a ONU, assinada pelos líderes e 3) Um grande e emocionante abraço da paz, sob as vozes dos adolescentes e jovens do coral arquidiocesano.

O GDI é coordenado pelo Dr. Irivaldo Joaquim de Souza e é composto por integrantes da Fé Bahá’í, Budista, Candomblé, Católica, Espírita, Protestante, Islâmica e da Umbanda.

Veja o álbum da noite – http://www.flickr.com/photos/40376163@N04/

Se toca Mulher!

Iniciado nos Estados Unidos, o Outubro Rosa começou com ações simples, como o uso do laço rosa, distribuído numa corrida organizada pela Fundação Susan G. Komen for the Cure em Nova York em 1990. O Laço Rosa tornou-se, desde então, símbolo mundial da luta contra o câncer da mama e Outubro Rosa foi abraçado por empresas, organizações públicas e privadas comprometidas em promover o diagnóstico precoce da doença e alertar as mulheres sobre a importância do auto-exame mensal.

No Brasil, as ações se multiplicam em diversos setores da sociedade preocupados em evidenciar o compromisso e o cuidado com as mulheres. Shoppings, empresas, escolas, monumentos e até o Congresso Nacional se iluminam de Rosa, visando criar um clima contagiante e ao mesmo tempo leve, para lembrar as mulheres de se tocarem. Juntamente com atividades lúdicas, algumas empresas e entidades instalam stands onde profissionais ensinam as regras básicas do toque nas mamas e realizam o exames mais complexos, como o da mamografia.

O Outubro Rosa também deve despertar as mulheres a investigarem quanto e quais são os investimentos e as políticas públicas destinadas à saúde, em especial, à saúde da mulher. Essa investigação deve começar pela secretaria de saúde do município e na Prefeitura que, pela lei, deve disponibilizar esses dados em seus portais de transparência.

Fique atenta mulher! Olhe ao seu redor, veja quais são as ações “Rosa” praticadas por seu supermercado, seu shopping center, seu posto de saúde ou de combustível, sua igreja, sua câmara municipal, seu vereador/a; seu prefeito/a… Se não podem dedicar um mês para cuidar de você, que cuida de todo mundo, então não merecem sua fidelidade.

Veja nesse link quando e como se faz o auto-exame nas mamas
http://www.cancerdemama.com.br/mulher/auto/auto.htm

Se toca menina… Se toca mulher…

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Veja esse bom exemplo em Foz do Iguaçu – http://g1.globo.com/videos/parana/v/exposicao-em-shopping-alerta-as-mulheres-sobre-prevencao-ao-cancer-de-mama/1667005/#/ParanáTV2/page/1

Passa lá em casa…

cafebule

Alguns setores da sociedade não se interessam em promover o conhecimento porque o conhecimento é “perigoso”. O não-saber facilita a manipulação das massas.

Essa regra se aplica a várias formas de saberes e surge daí a constante apologia da ignorância, o ataque aos intelectuais, aos portadores de diplomas, etc… Isso pode ser constatado, por exemplo, em alguns discursos religiosos e nas falas de pseudo-jornalistas que aludem à idéia de que o português ruim lhes confere credibilidade junto ao “povão”. O pior é que a tática parece funcionar, pois quando esses indivíduos concorrem a um cargo público, são facilmente eleitos.

Mas qual é a solução? É a democratização do conhecimento. Theodor W. Adorno em sua Dialética do esclarecimento já propagava que o objetivo do esclarecimento era livrar o homem(1) do medo e elevá-lo à condição de senhor de si. Dizia: “a superioridade do homem está no saber, disso não há dúvida. Nele muitas coisas estão guardadas que os reis, com todos os seus tesouros, não podem comprar, sobre as quais sua vontade não impera, das quais seus espias e informantes nenhuma notícia trazem…”. (p. 2) (2)

Assim, cada indivíduo pode e deve usar seus carismas (habilidades, dons) para fomentar o conhecimento. Há de se começar de um ponto. Há uma infinidade de saberes que você, eu, nós, podemos começar a repartir. Por que não começar pela nossa casa, a casa do povo? Por que de quando em quando não convidar alguns amigos para ir lá tomar um cafezinho e ver se está tudo em ordem?

Art. 2.º A Câmara Municipal desempenha suas atribuições mediante o exercício das seguintes funções, fundamentais e complementares, que lhe são inerentes:
I – função organizante, que compreende a elaboração, aprovação e promulgação da Lei Orgânica do Município e de suas emendas;
II – função institucional, segundo a qual a Câmara:
a) elege sua Mesa;
b) procede à posse dos Vereadores, do Prefeito Municipal e de seu Vice-Prefeito, tomando-lhes compromisso e recebendo, publicamente, suas declarações de bens;
c) zela pela observância de preceitos legais e constitucionais, representando ao Poder Judiciário contra ato do Prefeito que os transgrida;
III – função legislativa, que consiste em deliberar sobre matérias da competência do Município, respeitadas as reservas constitucionais da União e do Estado;
IV – função fiscalizadora, exercida, mediante controle externo, com o auxílio
do Tribunal de Contas do Estado, nos aspectos contábeis, financeiros, orçamentários, operacionais e patrimoniais;
V – função julgadora, que ocorre nos casos em que julga as Contas Municipais e demais responsáveis por bens e valores, processa e julga o Prefeito, seu substituto legal e os Vereadores, respectivamente, por infrações político-administrativas e faltas ético-parlamentares;
VI – função administrativa, exercitada através da competência de proceder à organização de sua estrutura, de seu quadro de pessoal e de seus serviços;
VII – função auxiliadora ou de assessoramento, que consiste em sugerir medidas de interesse público local, da alçada do Município, ao Executivo.
Art. 3.º A Câmara tem sua sede à Avenida Papa João XXIII, 239.
Parágrafo único. Na sede da Câmara não se realizarão, em hipótese
alguma, atos estranhos à sua função, sem prévia autorização da Mesa e mediante termo de responsabilidade por eventuais danos.
Fonte: http://www.cmm.pr.gov.br/redacao/regimento.pdf
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(1) O sentido aqui é a humanidade: homem e mulher
(2) Texto disponível em http://adorno.planetaclix.pt/d_e_conceito.htm

Cenas políticas e o Pseudo-jornalismo maringaense

O horário das sessões na câmara não prioriza a participação de populares, mas é preciso fazer um esforço para acompanhá-las, mesmo que seja pela internet. Só assim é possível perceber o que o pseudo-jornalismo maringaense não revela:

1) Que hoje, com apenas 4 vereadores de oposição: Marly Martins (DEM), Humberto Henrique (PT), Mario Verri (PT) e Manoel Sobrinho (PCdoB), é impossível rejeitar qualquer projeto proposto pelo prefeito. Isso, na prática, implica que a Câmara não passa de uma extensão do executivo, tornado a existência da casa de leis totalmente dispensável, como bem disse o Vereador Humberto Henrique na sessão do dia 04 de outubro;

2) Que a Câmara tem servido, basicamente, para tirar a atenção sobre o executivo, cujo Prefeito ninguém sabe quem de fato é – se Sílvio ou Ricardo Barros – blindando as ações que envolvem bilhões em recursos públicos e o interesse dos empresários credores de investimento eleitorais, afoitos em receber seus dividendos;

3) Há uma arquitetura para a desconstrução da política local, onde no centro do projeto está a apologia do analfabetismo político, via criminalização de todos os vereadores; colocando num mesmo saco o joio e o trigo;

4) Que há na casa a conhecida “turma do amém” que, por conta de conchavos feitos por seus donos (digo, por seus líderes) junto aos investidores eleitorais, é obrigada a agir como figurante da cena política.

O “drama” do striptease do vereador John deixa evidente que mesmo para ser figurante, um pouquinho de talento é exigido, e ele o tem de sobra. O mesmo não se pode dizer do pseudo-jornalismo local, que não consegue (ou finge?) investigar o que está por de trás das cortinas desse palco, onde ao findar de cada espetáculo, nós, o povo, ficamos com a nítida impressão que jogamos nosso voto no lixo.

Todavia, há quatro artistas dos bons na Câmara e há gente boa nos bastidores. Vale à pena assistir as sessões e aplaudi-los; em silêncio… É proibido manifestações populares na casa do povo.

Cadê a maçã sobre a escrivaninha?

Lendo as opiniões e os desabafos sobre o caso ocorrido no dia 22 de setembro, na escola municipal

Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor da rede pública de São Caetano do Sul, encontrei um que certamente traduz a revolta que paira entre uma grande parcela de professores que se sentem absolutamente desamparados pelo Estado e pela sociedade.

“O governo dos infernos e a imprensa em geral chamam as professoras de educadoras, elas não são educadoras porcaria nenhuma, são professoras. Isto cria muita confusão, pois quem deve educar são os pais. Os pais deixam de educar e largam na mão das “educadoras”. As professoras mal conseguem educar os seus próprios filhos, vão educar 40 filhos dos outros? Depois reclamam que estão sendo chutadas e baleadas”. J.C 580 – Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/981350-garoto-que-se-matou-em-sp-pode-ter-tentado-assustar-professora-diz-delegada.shtml

Esse grito anônimo (professor/a?) manifesto na coluna da folha, deu-se num contexto em que outros anônimos chegaram a insinuar que a culpa deveria ser da professora, visto que a criança era exemplar, filho de pais exemplares, que a escola era modelo, etc… Esse desabafo, dosado de mágoa, choca e traz alguns alertas. O Primeiro deles, e já evidenciado pelas estatísticas é que, corremos o risco de um dia não termos quem deseje submeter-se a uma sala de aula, dado o peso da função, a falta de amparo moral e psicológico e a ausência de sentido para ensinar…

Só pensando no Paraná o que governo Estadual e a equipe de gestores estão fazendo para mudar esse quadro? Juntando salas até que elas fiquem abarrotadas?

Acho que essa gente não é daquele tempo que levávamos um galinho de flor do campo ou uma maçã para a professora ou professor preferido e ficávamos orgulhosos quando nosso presente ficava repousado sobre a escrivaninha. Que pena!